segunda-feira, 21 de Março de 2011

Plano Nacional Rodoviário (PNR 2000):

    O Plano Rodoviário Nacional (PRN2000), publicado em 2000, é um documento legislativo que estabelece as necessidades de comunicações rodoviárias de Portugal.

    Este plano, tratou-se de um desenvolvimento do plano rodoviário de 1985, que por sua vez tinha substituído o de 1945.

    O PRN2000 define a Rede Rodoviária Nacional como sendo constituída pela Rede Fundamental constituída por Itinerários Principais (IP's), e pela Rede Complementar constituída por Itinerários Complementares (IC's).

    Na rede complementar, além dos IC's, foram ainda incluídas as Estradas Nacionais (EN's) que constituíam a Rede Rodoviária Nacional estabelecida em 1945 e que, no plano de 1985, eram apenas genericamente identificadas como "outras estradas".

   O  PRN2000 refere-se ainda às Redes de Estradas Municipais e cria um novo tipo de estradas, as Estradas Regionais (ER's) a partir da transformação de parte das antigas EN's.

   No PRN2000 as estradas com características de auto-estrada assumem um estatuto de rede própria (Rede Nacional de Auto-Estradas), sobreposta às Redes Fundamental e Complementar. Cada uma das Auto-Estradas tem uma numeração própria, independente da numeração dos troços de IP ou IC aos quais se sobrepõe.


    A sobreposição dos vários tipos de estradas da rede rodoviária nacional (Auto-Estradas, IP's, IC's, EN's), cada uma com uma numeração própria, torna o sistema de identificação e sinalização das estradas portuguesas muito complexo, e de difícil compreensão para o utilizador.

    Esta situação é agravada ainda, pelo facto de apesar de os dois sistemas de classificação serem paralelos (e portanto independentes mas inter-relacionáveis), ser normal aparecer apenas um deles.


    Por exemplo, quando uma via está classificada como auto-estrada, é esta denominação que surge na sinalização, não existindo qualquer referência à sua classificação enquanto itinerário principal ou complementar; também se verifica o inverso, quando na sinalização (sobretudo a mais antiga) não aparece a denominação de auto-estrada, tornando-se numa sinalização obsoleta para os utilizadores.

Itinerários Principais

     Os itinerários principais são as vias de comunicação de maior interesse nacional, servem de base de apoio a toda a rede rodoviária nacional, e asseguram a ligação entre os centros urbanos com influência supra distrital e destes com os principais portos, aeroportos e fronteiras.

Itinerários Complementares

    Os itinerários complementares são as vias integradas na rede nacional complementar que estabelecem as ligações de maior interesse regional, bem como as principais vias envolventes e de acesso nas áreas metropolita
nas de Lisboa e Porto.

A Rede Nacional no contexto Europeu:

     Portugal, sobretudo desde o momento da adesão à CEE, actual União Europeia, apostou de forma forte e decisiva no incremento e melhoria das infra-estruturas Rodoviárias. Esta aposta teve reflexos profundos nos níveis de serviço, nos movimentos e na própria organização do território e actividades económicas.

     O nosso País tem uma posição geográfica periférica no contexto europeu, mas central quanto ao Atlântico. Já no passado esta posição favoreceu o protagonismo nacional como elemento de articulação no sistema internacional e poderá vir a ser, novamente, uma base para a estruturação de uma estratégia de desenvolvimento nacional.

      Mais recentemente, sobretudo a partir da década de 80 e no contexto dos financiamentos oriundos da Comunidade Europeia, as modificações introduzidas na infra-estrutura rodoviária alteraram por completo o padrão de acessibilidades existente.
Este processo continua o seu desenvolvimento e de acordo com o Plano Rodoviário Nacional (PRN) ainda estão previstos vários troços para reforçar a estrutura de conectividade interna, as ligações terrestres à vizinha Espanha e a integração no sistema rodoviário europeu.

Caracterização da Rede Nacional Rodoviária:

      A maior e mais importante infra-estrutura associada ao sistema de transportes é constituída pela rede rodoviária nacional que, só no Continente, atinge mais de 16 500km, distribuídos por 2 600km de Itinerários Principais (IP), 3 500km de Itinerários Complementares (IC), 5 300km de Estradas Nacionais e 5 100km de Estradas Regionais. Estes itinerários podem ter troços de diferentes tipologias: auto-estrada, via rápida ou estrada (e a estes números ainda há que somar os das diferentes redes municipais).

Desigualdades na distribuição Geográfica:

     A rede rodoviária nacional, tem sido alvo de grandes investimentos, para tornar os trajectos mais rápidos seguros e cómodos. Apesar de se notar uma notória melhoria da cobertura rodoviária nacional e regional, continuam a persistir desigualdades na distribuição geográfica da rede de estradas, colocando em desvantagem algumas regiões do país.

     A rede rodoviária, no continente, é mais densa no litoral, devido ao fenómeno da litoralização (concentração de actividades, de pessoas e de funções ao longo da faixa litoral).

Problemas Ambientais dos Transportes Rodoviários:

      Circulação rodoviária, é um dos principais factores que tem vindo a contribuir para o aumento da poluição atmosférica. Os gases e as substâncias químicas libertadas pelos veículos motorizados, derivam do consumo de combustíveis fosseis utilizados, como é o caso do petróleo. A circulação rodoviária vai causar vários problemas ambientais, nomeadamente: 


     O Smog - Define-se como uma combinação de fumo e de nevoeiro em áreas urbanas/industriais, ou seja, o aumento da temperatura durante o dia, e em condições de grande arrefecimento nocturno. Provoca directamente nas pessoas asma, bronquite, problemas respiratórios e cardíacos. E leva a uma elevada concentração de fumos à superfície. 

     Chuvas ácidas - As chuvas ácidas formam-se com a libertação de dióxido de enxofre e de óxido de azoto (provenientes de fábricas e automóveis) para a atmosfera, ou seja, ocorrendo precipitação, as chuvas ácidas originam a acidificação dos solos, que vai prejudicar a agricultura e as espécies de árvores e plantas que vão nascer. Outra consequência é a destruição da vegetação e a contaminação da água, que é muito prejudicial para a vegetação assim como para os animais.


     O Efeito de Estufa - O efeito de estufa tem duas consequências, o aquecimento global do planeta, o que pode provocar a fusão do gelo das regiões polares e a subida dos oceanos e alterações climatéricas. 

     A destruição da camada de ozono - A existência de Ozono na Estratosfera é vital para a Terra, pois absorve grande parte da radiação ultravioleta. O ozono é assim indispensável, protegendo-nos do excesso de radiação ultravioleta, embora ao nível do solo seja prejudicial para a saúde e para o ambiente. A destruição da camada de Ozono provocada pelo cloro origina variações do clima (aquecimento global) e poderá acabar com a vida na terra.
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Os problemas de Segurança dos Transportes Rodoviários:

Embora as viaturas sejam cada vez mais seguras, os transportes rodoviários têm um elevado índice de sinistralidade (contabilização da ocorrência de acidentes). Portugal é um dos países da união europeia com maior índice de sinistralidade, a causas da origem de tantos acidentes são:

        Excesso de velocidade;
 Excesso de álcool;   
As más condições climatéricas e a falta de prudência dos condutores;
Algumas estradas estão em más condições;
Manobras perigosas;
Desrespeito dos tempos de condução e de repouso para os condutores profissionais;
Má visibilidade.

Desvantagens dos Transportes Rodoviários:

  •       Elevada sinistralidade;
  •      Ocupação de grandes espaços pelas infra-estruturas; Impacto territorial negativo (separação de propriedades e aglomerados);
  •    Elevado consumo energético (aumenta a dependência externa);
  •       Tráfego intenso e congestionamento nas áreas urbanas;
  •       Estacionamento (custos ou dificuldades);
  •       Reduzida capacidade de carga (face aos transportes ferroviário e marítimo); 
  •       Elevados custos com a rede de infra-estruturas (estradas, auto-estradas, pontes, etc.); 
  •       Elevado consumo de espaço (estradas, parques de estacionamento) e de combustível;
  •       Elevado consumo de combustíveis fósseis (petróleo);
    Impacto ambiental negativo (poluição atmosférica, sonora e dos solos) e perda de biodiversidade e de terrenos agrícolas); 
  •      Reduzida (ou limitada) capacidade de carga.

Vantagens dos Transportes Rodoviários:

  • Dispõe de uma rede muito ramificada extensa/densa; 
  • Prático, rápido e económico para curtas e médias distâncias; 
  • Grande mobilidade, comodidade e flexibilidade nos itinerários, permitindo a circulação de pessoas e mercadorias de porta a porta. Esta grande mobilidade permitiu o crescimento das cidades para periferia e o aumento das distâncias entre as áreas de residência e de trabalho; 
  • Rapidez nas operações de carga e descarga, sendo o transporte mais adequado para mercadorias com pouco volume e peso; 
  • Grande grau de especialização (frigoríficos, cisternas, contentores...);
  • Veículos de grande capacidade de carga; 
  • Adapta-se a cargas pouco volumosas; Rapidez e baixo custo a curtas e médias distâncias.

Aptidão dos Transportes Rodoviários:

     O transporte rodoviário é o transporte feito por estradas, rodovias, ruas e outras vias pavimentadas ou não, com a intenção de movimentar materiais, pessoas ou animais de um determinado ponto a outro, ou seja, este serve para movimentar passageiros e cargas pouco pesadas e volumosas a pequenas e médias distâncias. Representa a maior parte do transporte terrestre. O transporte rodoviário pode ser em território nacional ou internacional, inclusive utilizando estradas de vários países na mesma viagem. O transporte rodoviário em sua maioria é realizado por veículos automotores, como carros, carrinhas, autocarros e camiões.



Evolução dos Transportes Rodoviários:

  Desde os primeiros tempos da sua existência que o homem reconheceu a necessidade de se deslocar entre variados lugares. Durante séculos, os tradicionais meios de transporte usavam como principal forma de deslocação a tracção animal.

Com a evolução natural, necessitou de meios que lhe permitissem deslocar-se entre dois lugares de forma cada vez mais rápida. Graças à revolução industrial, surgem os primeiros engenhos com motores a vapor. Com a invenção de Rudolf Diesel, os motores de explosão, deu-se um enorme desenvolvimento no transporte rodoviário. Henry Ford lançou o “Model T”, lançando definitivamente a Era do automóvel. Com o desenvolvimento da rede de estradas, os transportes rodoviários de passageiros começaram a ganhar terreno face ao seu mais directo concorrente, o comboio. Hoje em dia, com uma rede de auto-estradas bastante desenvolvida, as redes de transportes rodoviários chegam a todos os pontos do país.

Importância dos Transportes Rodoviários:

     O desenvolvimento das redes e dos transportes rodoviários contribuiu decisivamente para o encurtamento das distâncias relativas, através da redução dos tempos e dos custos de deslocação. Deste modo, os transportes promovem a interacção entre diferentes espaços, criando dinamismo económico e social. Além da sua importância na mobilidade de pessoas e bens, os transportes geram emprego combatem as desigualdades territoriais e facilitam a comunicação entre as regiões.